O magnésio é o quarto mineral mais abundante no organismo humano. Longe de ser um simples nutriente, é um elemento verdadeiramente fundamental para o nosso equilíbrio e bem-estar diário. Envolvido em mais de 300 reações enzimáticas, a sua presença é indispensável para o metabolismo energético, para a síntese proteica, para a função muscular e para a manutenção de ossos e dentes saudáveis. Contribui ainda para a redução do cansaço e da fadiga, para o normal funcionamento do sistema nervoso e para uma função psicológica equilibrada.
Como não temos a capacidade de o produzir endogenamente, é necessário obtê-lo através da alimentação e, quando necessário, através da suplementação.

Magnésio em suplementação: não existe sozinho
Quando optamos pela suplementação, o magnésio nunca se apresenta de forma isolada. Está sempre associado a um ou mais ingredientes que, em muitos casos, potenciam a sua absorção e orientam a sua ação para determinados tecidos ou sistemas do organismo. É o caso do bisglicinato de magnésio, ligado ao aminoácido glicina, ou do citrato de magnésio, associado ao ácido cítrico, duas das formas mais populares e bem documentadas no mercado.
A escolha da forma de magnésio não é indiferente. Cada combinação tem características próprias de absorção, tolerância digestiva e localização preferencial de atuação no organismo.

O que torna o magnésio L-treonato diferente?
No caso do magnésio L-treonato, o mineral está ligado ao ácido treónico, um metabolito da vitamina C encontrado naturalmente no plasma, no humor aquoso ocular, na urina e no cérebro. Esta ligação não é aleatória. Ter o magnésio associado a um composto com presença natural no cérebro parece ser precisamente o que confere ao magnésio L-treonato uma característica que o distingue das restantes formas: uma maior biodisponibilidade cerebral.
Estudos em modelos animais demonstraram que o magnésio L-treonato consegue atravessar eficazmente a barreira hematoencefálica, chegando diretamente às células neuronais. Os resultados observados incluíram aumento da plasticidade neural, melhoria da memória e da cognição e redução da ansiedade e do stress.

O que diz a evidência científica em humanos?
Os dados clínicos em humanos são ainda mais recentes do que noutras formas de magnésio, mas os resultados disponíveis são encorajadores. Um ensaio clínico aleatorizado e controlado por placebo, publicado na revista Frontiers in Nutritionem 2026, avaliou o efeito do consumo diário de 2 g de magnésio L-treonato ao longo de 6 semanas em adultos saudáveis. Os participantes apresentaram melhorias mensuráveis no desempenho cognitivo, com maior expressão nos domínios de memória, e melhorias em indicadores fisiológicos durante o sono, nomeadamente na frequência cardíaca e na variabilidade da frequência cardíaca.
Estes resultados complementam o que já se conhece sobre o papel do magnésio numa boa noite de sono e no suporte à memória e concentração. Há também investigação em curso sobre o seu potencial no contexto do envelhecimento cognitivo e da gestão do stress crónico, duas áreas onde o magnésio tem demonstrado relevância crescente.

Magnésio L-treonato e saúde cerebral: porquê agora?
Vivemos num tempo em que a saúde cerebral ocupa cada vez mais espaço nas preocupações quotidianas, seja pela exposição ao stress, pela sobrecarga de informação ou simplesmente pelo desejo natural de manter a mente ativa ao longo dos anos. O magnésio L-treonato surge como uma resposta direcionada a esse objetivo, distinguindo-se das restantes formas precisamente pela sua ação preferencial a nível cerebral.
Se procura um suplemento de magnésio com foco no bem-estar cognitivo, vale a pena conhecer melhor o que a ciência tem a dizer sobre esta forma particular.
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Referências científicas: Hausenblas HA et al. Sleep Med X. 2024. Erratum 2025. Zhang C et al. Nutrients. 2022. Lopresti AL & Smith SJ. Front. Nutr. 2026.